Home DestaqueSindicalismo brasileiro inspira lideranças internacionais e reforça necessidade de inovação no movimento sindical mundial

Sindicalismo brasileiro inspira lideranças internacionais e reforça necessidade de inovação no movimento sindical mundial

by Comunicacao

Sob o lema “Quando lutamos, ganhamos”, representantes de Portugal, Bélgica, Estados Unidos e Brasil destacam a importância da união internacional, reconhecem experiências brasileiras e defendem novas estratégias para fortalecer os sindicatos diante das transformações do mundo do trabalho.

“Quando lutamos, ganhamos.” A frase apresentada pela sindicalista norte-americana Suzanna Collerd sintetizou a mensagem que marcou o painel “O Cenário Político e Sindical no Mundo”, realizado nesta sexta-feira (6), durante o Seminário Internacional da FENASCON, em Foz do Iguaçu (PR). O encontro reuniu lideranças de quatro países que reconheceram iniciativas do sindicalismo brasileiro como inspiração para suas organizações e defenderam a necessidade de o movimento sindical mundial evoluir para acompanhar as transformações da sociedade e das relações de trabalho.

A professora Joana Isabel Sousa Nunes Vicente, da Universidade de Coimbra, em Portugal; Annick de Ruyver, responsável pelas Relações Internacionais das Américas na CSC, da Bélgica; e Suzanna Collerd, diretora da Divisão de Aeroportos do SEIU, dos Estados Unidos, compartilharam experiências sobre os desafios enfrentados pelos sindicatos em seus países.

As representantes internacionais elogiaram iniciativas brasileiras e destacaram que experiências desenvolvidas no país também servem de referência para estratégias adotadas por organizações estrangeiras. O reconhecimento evidenciou a importância da cooperação internacional e da troca de conhecimentos para fortalecer a defesa dos trabalhadores.

O sindicalismo mundial diante de uma nova realidade

Apesar das diferenças entre os países, as lideranças convergiram sobre um desafio comum: os sindicatos precisam acompanhar as mudanças no comportamento da sociedade, o avanço da inteligência artificial, as novas relações de trabalho e a transformação dos meios de comunicação.

A reflexão destacou que inovar não significa abandonar conquistas históricas, mas modernizar estratégias, ampliar o diálogo com as novas gerações e fortalecer a participação dos trabalhadores.

Um dos momentos mais marcantes do painel ocorreu quando o SEIU apresentou trabalhadores brasileiros residentes nos Estados Unidos, que compartilharam dificuldades e desafios enfrentados no exterior. Os depoimentos revelaram uma realidade muitas vezes distante da imagem de prosperidade difundida nas redes sociais, mostrando que trabalhar em outro país também envolve obstáculos e a necessidade de proteção dos direitos trabalhistas.

União internacional para fortalecer os trabalhadores

O debate também contou com Moacyr Pereira, presidente do Setor de Limpeza e Segurança da UNI Américas e da CONASCON; Marcio Monzane, secretário regional da UNI Américas; e Dr. André Passos, presidente do Instituto Edésios Passos.

As contribuições reforçaram que, diante de uma economia cada vez mais globalizada, a cooperação entre organizações sindicais é essencial para compartilhar experiências, fortalecer negociações e enfrentar desafios que ultrapassam fronteiras.

Com mediação de Paulo Rossi, presidente da FENASCON, e Renata Souza, secretária-geral da Federação, o painel reafirmou a importância do diálogo internacional e demonstrou que o futuro do sindicalismo depende da capacidade de combinar experiência, inovação e mobilização coletiva.


Entre o reconhecimento às iniciativas brasileiras e a necessidade de evolução do movimento sindical em todos os continentes, o encontro deixou uma mensagem que ultrapassa idiomas e fronteiras: “Quando lutamos, ganhamos.”

Mais Notícias

Este site utiliza cookies para melhorar sua experiência. Presumiremos que você concorda com isso, mas você pode cancelar se desejar. Aceito Leia mais

Política de Privacidade e Cookies