A declaração do Imposto de Renda 2026, referente ao ano-base 2025, já está em andamento e volta a colocar em pauta um tema que impacta diretamente o bolso do trabalhador brasileiro: a tributação sobre a renda. Neste ano, a Receita Federal definiu o período de entrega até o fim de maio, com ampliação do uso de recursos digitais, como a declaração pré-preenchida e a restituição via Pix.
Para a FENASCON, o momento exige não apenas atenção aos prazos e documentos, mas também reflexão sobre a necessidade de um sistema tributário mais equilibrado e menos pesado para quem vive do próprio salário.
“O trabalhador brasileiro já enfrenta um custo de vida elevado e uma pressão constante sobre sua renda. Por isso, falar de Imposto de Renda é também falar de justiça tributária. É fundamental que o sistema seja mais simples, mais transparente e mais compatível com a realidade de quem trabalha todos os dias para sustentar sua família”, afirma Paulo Rossi.
Quem deve declarar em 2026:
Devem declarar o Imposto de Renda neste ano, entre outros casos:
Quem recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584 em 2025
Quem teve rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte acima de R$ 200 mil
Quem possuía bens e direitos acima de R$ 800 mil até 31 de dezembro de 2025
Quem realizou operações em bolsa de valores acima de R$ 40 mil ou teve ganho sujeito à tributação
Quem obteve receita bruta de atividade rural acima de R$ 177.920
O alerta vale especialmente para trabalhadores que tiveram mais de um emprego, receberam férias, rescisões, horas extras ou outros valores ao longo do ano, o que pode alterar a obrigatoriedade.
Na avaliação da FENASCON, o debate sobre o IR também precisa estar conectado à valorização do trabalho e à preservação da renda das famílias.
“A tributação não pode ignorar a realidade de quem sente, na prática, o peso da alimentação, do transporte, da moradia e dos serviços básicos. Um país que quer crescer com justiça precisa proteger a renda do trabalhador e garantir que a política tributária não aprofunde ainda mais as desigualdades”, c ompleta Paulo Rossi.
A orientação é que o contribuinte não deixe para a última hora. Organizar documentos, revisar informações e buscar orientação são passos essenciais para evitar erros, multas e atrasos na restituição.