A FENASCON participou, nesta terça-feira (3), da abertura da II Conferência Nacional do Trabalho, realizada em São Paulo. O encontro reúne representantes do governo federal, centrais sindicais, setor produtivo, especialistas e organismos internacionais para discutir diretrizes para a promoção do trabalho decente no Brasil e os desafios que marcam as transformações do mundo do trabalho.
A cerimônia contou com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, além de ministros de Estado, dirigentes sindicais e representantes de diversos setores da economia. Em seu discurso, Lula reforçou que o crescimento econômico do país precisa caminhar junto com a melhoria das condições de vida da população trabalhadora, defendendo o diálogo como caminho para construir soluções equilibradas para trabalhadores e empregadores.
Representando a FENASCON, o presidente da entidade, Paulo Rossi, acompanhou a abertura da conferência e destacou que a discussão sobre a organização da jornada de trabalho ganha cada vez mais centralidade nas agendas institucionais e sindicais.
“A redução da jornada e o debate sobre o fim da escala 6×1 são temas que precisam ser enfrentados com responsabilidade e diálogo. Não se trata apenas de produtividade, mas de qualidade de vida. O trabalhador precisa ter tempo para viver, estudar, conviver com a família e descansar. Esse é um debate que o Brasil precisa fazer com maturidade”, afirmou Paulo Rossi.
Jornada de trabalho no centro do debate
Entre os temas presentes nos discursos da abertura, ganhou destaque a discussão sobre redução da jornada e o fim da escala 6×1, pauta defendida por diferentes setores do movimento sindical e que também apareceu nas falas de autoridades presentes no evento.
A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, mencionou estudos que apontam caminhos para a reorganização da jornada sem redução salarial, destacando a necessidade de modernizar as relações de trabalho e ampliar a qualidade de vida da população trabalhadora.
Para a FENASCON, a conferência surge como espaço importante para aprofundar esse debate, considerando os impactos sociais, econômicos e produtivos envolvidos na reorganização da jornada.
Conferência debate futuro do trabalho no país
A abertura também marcou o lançamento da plataforma QualificaBr, iniciativa do Governo Federal que reúne oportunidades de formação profissional oferecidas por redes públicas de ensino. O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, destacou que o Brasil registrou, nos últimos três anos, saldo positivo de 4.516.175 empregos formais, com mais de 80% das vagas ocupadas por jovens com menos de 24 anos.
Durante a cerimônia, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ressaltou indicadores econômicos recentes, como a menor inflação acumulada em quatro anos e a menor taxa de desemprego da série histórica do IBGE.
A II Conferência Nacional do Trabalho segue até quinta-feira (5) e reunirá delegações de todo o país para discutir propostas relacionadas à qualificação profissional, proteção social, inclusão produtiva, negociação coletiva e aos impactos das transformações tecnológicas, digitais, ecológicas e demográficas nas relações de trabalho. O processo preparatório envolveu etapas estaduais e distrital realizadas entre setembro e dezembro de 2025, mobilizando mais de 2.800 delegados e resultando em 386 propostas que agora passam a integrar o debate nacional sobre o futuro do trabalho no Brasil.


































