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FENASCON se posiciona contra o feminicídio e reforça papel do sindicalismo no enfrentamento à violência contra a mulher

by Comunicacao

Diante do avanço da violência contra a mulher no Brasil, a FENASCON reafirma seu compromisso com a defesa da vida, da dignidade e dos direitos das trabalhadoras. As manifestações realizadas nas últimas semanas em diversas cidades do país recolocaram no centro do debate público a urgência de enfrentar o feminicídio e todas as formas de violência de gênero – uma realidade que atinge diretamente a classe trabalhadora e exige respostas coletivas.

Os atos reuniram milhares de pessoas nas ruas em protesto contra crimes que seguem se repetindo de forma alarmante. Mais do que reagir a casos isolados, as mobilizações denunciaram um problema estrutural, sustentado por desigualdade, machismo e pela insuficiência de políticas permanentes de prevenção, proteção e acolhimento às vítimas.

Os dados confirmam a gravidade do cenário. O Brasil registra, em média, mais de três feminicídios por dia. Em 2024, cerca de 1.450 mulheres foram assassinadas em razão do gênero. Somente em 2025, os registros já ultrapassam a marca de mil casos, evidenciando que a violência doméstica permanece como o principal contexto desses crimes, geralmente praticados por companheiros ou ex-companheiros, dentro do próprio lar.

Para a FENASCON, esses números não podem ser tratados apenas como estatísticas. Eles refletem uma realidade que atravessa o cotidiano das trabalhadoras, impacta a saúde física e mental das mulheres e se manifesta também nos ambientes de trabalho. Por isso, a entidade defende que o enfrentamento à violência contra a mulher deve ser reconhecido como uma pauta sindical.

O presidente da FENASCON, Paulo Rossi, destaca que os sindicatos ocupam uma posição estratégica nesse processo, por estarem próximos da base e da realidade vivida pelas trabalhadoras. “Essa não é apenas uma pauta social ou de segurança pública. É, sim, uma pauta sindical. Os sindicatos são, muitas vezes, o primeiro espaço de escuta e acolhimento dessas mulheres. Temos a responsabilidade de orientar, apoiar e agir para combater essa realidade”, afirma.

Segundo ele, o enfrentamento ao feminicídio passa necessariamente pela prevenção e pela transformação cultural, o que inclui ações permanentes de conscientização, formação e diálogo. “Não basta agir apenas depois da tragédia. É fundamental investir em palestras, campanhas educativas e na construção de ambientes menos machistas, mais respeitosos e atentos aos sinais de violência. O feminicídio é o desfecho de um ciclo que pode ser interrompido”, ressalta.

Nesse sentido, o presidente reforça que a FENASCON se coloca à disposição dos sindicatos filiados para construir estratégias conjuntas de enfrentamento à violência contra a mulher, fortalecendo redes de acolhimento, orientação jurídica, apoio institucional e parcerias com a rede de proteção.

“A Federação está pronta para caminhar ao lado dos sindicatos e contribuir para mudar os rumos dessa triste realidade no Brasil. Defender a vida das mulheres é defender a dignidade humana, a justiça social e os valores que sustentam o movimento sindical”, conclui Paulo Rossi.

As manifestações que tomaram as ruas nas últimas semanas deixam um recado claro: o país exige mudanças. Para a FENASCON, assumir esse protagonismo é reafirmar seu papel histórico na defesa dos direitos humanos e na construção de uma sociedade mais justa, segura e igualitária para todas as mulheres.

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