Por Fabiano Polayna – MTB 48.458/SP
A ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda a partir de 2026 representa um avanço importante para os trabalhadores brasileiros, principalmente aqueles com menor renda. Para a FENASCON, o impacto é positivo não apenas do ponto de vista financeiro, mas também do ponto de vista social, pois a medida integra um conjunto de políticas que vêm sendo implementadas pelo governo federal com foco na redução das desigualdades.
Ao mesmo tempo, a federação alerta que mudanças tributárias costumam ser alvo preferencial da desinformação e que, em ano eleitoral, a circulação de fake news tende a se intensificar, especialmente por grupos da extrema direita que tentam distorcer fatos para gerar medo, insegurança econômica e desgaste político.
“Antes que qualquer informação correta alcance os trabalhadores, as fake news já circulam em alta velocidade. E isso é ainda mais preocupante em ano eleitoral, quando setores da extrema direita usam o tema do imposto para espalhar mentiras e confundir a classe trabalhadora”, afirma Paulo Rossi, presidente da FENASCON.
O que de fato muda no Imposto de Renda
A partir de 2026, ficam isentos do IR mensal trabalhadores com renda de até R$ 5 mil, e rendimentos anuais de até R$ 60 mil deixam de gerar imposto devido na declaração. Acima desses valores, continua vigente a tabela progressiva.
A FENASCON destaca que:
• Isenção de tributação não significa, automaticamente, dispensa de entregar a declaração;
• FGTS, aviso prévio indenizado, férias indenizadas e indenizações legais continuam isentos;
• aposentados idosos ou com doenças graves mantêm direitos específicos de isenção.
Além do esclarecimento técnico, a federação ressalta que a ampliação da faixa de isenção se insere em um contexto mais amplo de política econômica voltada à proteção das camadas mais pobres, um alinhamento que tem beneficiado justamente as categorias atendidas pelos sindicatos.
“É inegável que medidas recentes do governo Lula têm buscado aliviar a carga tributária de quem vive de salário e fortalecer políticas sociais essenciais. Isso gera impacto direto na vida dos nossos trabalhadores”, afirma Rossi.
Sindicatos: protagonistas na orientação e na defesa da verdade
Para a FENASCON, a tarefa agora é transformar a informação técnica em um processo de diálogo permanente no chão de fábrica, nas garagens, nos condomínios, nos setores de serviços e entre trabalhadores temporários.
“Cabe aos sindicatos debater esses temas com profundidade, realizar plantões de orientação para auxiliar nas declarações, buscar parcerias especializadas e garantir que os trabalhadores tenham acesso à verdade”, defende o presidente da federação.
“A mentira sempre chega primeiro e a extrema direita sabe explorar isso. A melhor defesa da classe trabalhadora é a informação qualificada, com base oficial e responsabilidade social.”