Trabalhadores terceirizados que atuam na recepção das unidades da Secretaria de Saúde de Juiz de Fora realizaram uma manifestação nesta quinta-feira (11), em frente ao PAM Marechal Hermes, no Centro da cidade. O movimento foi organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Asseio, Conservação e Limpeza Urbana de Juiz de Fora (SINTEAC).
Segundo o presidente da entidade, Sérgio Félix, os profissionais denunciam atrasos no pagamento do vale-alimentação e do vale-transporte. De acordo com o sindicato, cerca de 198 trabalhadores foram afetados.
A mobilização buscou chamar a atenção para o descumprimento de obrigações trabalhistas por parte das empresas responsáveis pelos contratos de terceirização e cobrar uma solução para o problema.
Em nota, a Prefeitura de Juiz de Fora informou que reconhece o direito de manifestação dos trabalhadores e destacou que as reivindicações estão relacionadas à conduta das empresas contratadas. O município também afirmou que realiza uma análise da situação e que as medidas cabíveis serão divulgadas posteriormente.
Para o presidente da FENASCON, Paulo Rossi, a situação exige uma resposta rápida para garantir que os trabalhadores não sejam prejudicados.
“Os benefícios fazem parte da remuneração do trabalhador e devem ser pagos regularmente. Quando isso não acontece, há um impacto direto na vida de centenas de famílias que dependem desses recursos para seu deslocamento e alimentação”, afirmou.
Paulo Rossi também ressaltou a importância da atuação sindical na defesa dos direitos da categoria.
“A organização dos trabalhadores e a atuação das entidades sindicais são fundamentais para garantir que irregularidades sejam corrigidas e que os direitos previstos em lei sejam respeitados”, destacou.
O caso reforça a necessidade de fiscalização dos contratos de terceirização e do cumprimento das obrigações trabalhistas, assegurando condições dignas para os profissionais que prestam serviços essenciais à população.
A FENASCON acompanha o desdobramento da situação e seguirá defendendo medidas que garantam o respeito aos direitos dos trabalhadores terceirizados em todo o país.

Sinteac JF/Divulgação