Trabalhadores terceirizados que atuam em setores essenciais da Prefeitura de Juiz de Fora — como saúde, educação, cultura e lazer — denunciam atrasos recorrentes de salários, benefícios e depósitos de FGTS. A situação, que se repete há meses, levou o Sinteac a convocar assembleia para o dia 26, às 18h, com indicativo de greve caso os pagamentos não sejam regularizados até o sexto dia útil de março.
Os relatos revelam um cenário de desrespeito sistemático. Uma trabalhadora da RPL Engenharia e Serviços Ltda. afirma que o FGTS não é depositado desde setembro, o salário de janeiro foi pago com quase duas semanas de atraso e itens básicos de trabalho — como luvas e uniformes — não são repostos. “Nós cuidamos das crianças com carinho, mas não recebemos o mesmo cuidado. Queremos apenas respeito e fiscalização”, disse.
As denúncias também chegaram à Câmara Municipal. A vereadora Cida Oliveira (PT) apresentou requerimento cobrando fiscalização após ser procurada por diversos trabalhadores. Outro pedido, do vereador Sargento Mello Casal (PL), exige documentos e informações sobre eventuais falhas contratuais entre o município e as empresas.
Para o presidente da FENASCON, Paulo Rossi, a situação é inaceitável e prejudica diretamente a vida de quem mantém os serviços públicos funcionando:
“Atrasar salário é violar um direito básico. A FENASCON apoia a mobilização do Sinteac e cobra do município fiscalização firme e imediata. Quem trabalha merece respeito, e recursos públicos não podem alimentar empresas que tratam trabalhadores com descaso.”
Com a assembleia se aproximando, a categoria espera uma solução rápida. Sem avanços, a greve poderá atingir diversos serviços essenciais da cidade.