A FENASCON participou, na manhã desta segunda-feira, de uma reunião estratégica realizada na sede da União Geral dos Trabalhadores (UGT), em São Paulo. O encontro ocorreu a convite da secretária da Mulher da UGT, Maria Edna Medeiros, e marcou o início da construção coletiva das pautas que irão orientar a atuação das mulheres ugetistas ao longo de 2026.
A abertura contou com falas do presidente da UGT, Ricardo Patah, do secretário-geral, Canindé Pegado, e da própria secretária da Mulher, que destacou a necessidade de unificar agendas para enfrentar desafios que afetam diretamente milhões de trabalhadoras no país. A reunião teve participação híbrida, reunindo lideranças sindicais de diversas regiões, o que reforçou o caráter nacional da mobilização.
Ao longo do encontro, foram debatidos temas centrais da pauta feminina no universo do trabalho. Entre eles:
• a organização das atividades do 8 de Março e sua dimensão política;
• o fortalecimento do FNMT – Fórum Nacional de Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais;
• a campanha pelo fim da escala 6×1, considerada injusta e particularmente prejudicial às mulheres, que acumulam jornadas profissionais e domésticas;
• a definição das prioridades de luta das mulheres trabalhadoras em 2026;
• a participação feminina no processo eleitoral deste ano, com foco na ampliação da representação política;
• e o desenvolvimento de um processo formativo nacional, que será promovido pela UGT em parceria com o Ministério das Mulheres.
A FENASCON destacou, durante sua participação, que a construção de políticas efetivas para as mulheres exige coordenação nacional e engajamento contínuo. O presidente da entidade, Paulo Rossi, reafirmou o compromisso histórico da Federação com a proteção e o protagonismo das mulheres trabalhadoras.
“A luta das mulheres é também a nossa luta. O enfrentamento à violência e ao feminicídio é uma bandeira permanente da FENASCON. Defendemos que homens e mulheres caminhem juntos na construção de ambientes de trabalho mais seguros, igualitários e livres de qualquer forma de agressão — física, emocional, patrimonial ou profissional”, declarou Rossi.
A reunião encerrou com encaminhamentos que irão compor um plano de ação unificado, a ser implementado ao longo do ano. Para a FENASCON, o encontro representa um passo decisivo na consolidação de uma agenda nacional robusta, capaz de fortalecer direitos, ampliar espaços e dar visibilidade às demandas das mulheres que sustentam a economia brasileira com seu trabalho diário.






